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Domingo, Janeiro 24, 2010
Gary Hill em individual no Brasil
Um dos precursores da videoarte mundial, Gary Hill apresenta uma mostra impactante, em que palavra e imagem se combinam e se confrontam. A exposição Circumstances/Circunstâncias é composta por cinco videoinstalações sendo Unconditional Surrender um site specific especialmente criado para o MIS. A obra é o primeiro trabalho do artista realizado totalmente com técnicas de computação digital.
No espaço expositivo, Viewers confronta o espectador com uma longa fila de homens silenciosos, estabelecendo um tempo em que o visitante passa a se sentir o objeto visitado e observado. Up Against Down mostra membros do corpo do artista que pressionam fortemente uma parede preta envidraçada; é onde a tensão de um corpo se torna insustentável para o visitante, cujo ponto de vista se torna o corpo do outro.
Já Wall Piece cria uma poética no limite da cognição, uma vez que não se sabe se o espectador atentará ao que é ferozmente dito ou ao impacto sensorial que pode impedi-lo de construir as lacunas entre as palavras. Language Willing mostra a ideia de manipulação da linguagem levada à mais firme das metáforas ao trazer duas mãos que giram discos de tecido florido como se recitassem/dublassem uma poesia.
Temas centrais da carreira do artista estão presentes nos trabalhos selecionados pelo curador Marcello Dantas, como enfrentamento entre linguagem e experiência fenomenológica, sua singular noção do outro (para ele, “a arte é a quintessência da alteridade”) e ainda a relação entre linguagem, imagem, identidade e corpo. Nas obras expostas, Hill aproveita a capacidade do vídeo para criar narrativas complexas e não-lineares, exigindo muitas vezes um engajamento ativo por parte do público, seja para criação de significados, seja através de uma inversão de papéis entre quem vê e quem é visto.
No dia da abertura, o curador Marcello Dantas fará uma visita guiada pela exposição às 19h. Haverá uma palestra com o artista em data a ser divulgada em breve.
Sobre Gary Hill
Gary Hill (Califórnia, 1951) é um dos artistas que melhor compreendeu e mais habilmente soube promover a integração entre a arte e as novas tecnologias. Começou sua carreira como escultor para, nos anos 70, explorar as possibilidades do vídeo em Woodstock – numa época em que se discutia a descentralização da produção e a possibilidade da criação independente em comunidades alternativas -–, ele vem desenvolvendo uma constante e impactante obra. Também promove uma estimulante combinação de meios, na qual a comunicação com o espectador/participante é imediata.
Serviço
Exposição: 19jan - 21mar2010
Abertura: 19 de janeiro, 20h
Entrada: R$ 4,00. Meia-entrada: R$ 2,00. Maiores de 65 anos grátis. Grátis aos domingos.
Local: MIS - Museu da Imagem e do Som, São Paulo
Fonte: Museu da Imagem e do Som - www.mis-sp.org.br
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Domingo, Dezembro 06, 2009
Juca Ferreira quer fundo para museus ainda no governo Lula
Matéria de Suzana Velasco originalmente publicada no Segundo Caderno do jornal O Globo em 5 de dezembro de 2009.
Ministro da Cultura diz que levará proposta ao Congresso até o fim de 2010
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse anteontem que pretende submeter à aprovação do Congresso, em um ano, um fundo público de desenvolvimento dos museus brasileiros, que começa agora a ter seus contornos delineados. Segundo o ministro, um percentual dos recursos desse fundo será destinado à aquisição de obras, tema de um encontro anteontem entre Juca Ferreira, o diretor do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José Nascimento Júnior, e dezenas de diretores de museus brasileiros, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio. Apesar de o tema proposto ser pontual, a conversa se estendeu para assuntos como a possibilidade de criação de um acervo nacional itinerante e mudanças na legislação brasileira no que diz respeito a direitos autorais e regulamentação do mercado de arte.
- A situação brasileira é muito precária, não há um sistema que dê conta não só de aspectos elementares, como a preservação física das obras, mas que garanta plenamente a visibilidade da obra de arte. Os museus não podem ser um sarcófago de obras - disse o ministro, acrescentando, ao fim do encontro de quatro horas, que o governo tem tempo suficiente para aprovar a criação do fundo. - Criou-se um consenso de que o Estado não trabalha em ano eleitoral. Mas o fim do governo é em dezembro de 2010.
Proposta de acervos de arte itinerantes pelo país
O ministro disse que há tempos queria se reunir para discutir políticas de aquisição de acervos, mas admitiu que o incêndio da coleção de Hélio Oiticica, em outubro, acelerou o encontro. Mesmo antes do incêndio, o meio de artes já vinha debatendo com alguma regularidade o problema da dependência dos museus à doação de obras. Esse foi um dos problemas discutidos, por exemplo, em abril deste ano, num encontro no Museu da Chácara do Céu, com críticos, artistas e o diretor do então recém-criado Ibram - que, segundo Nascimento, terá um orçamento de R$ 70 milhões em 2010, contra R$ 45 milhões neste ano.
- As sugestões e opiniões vão e voltam, há anos são as mesmas. Como vamos resolver isso agora, no fim do governo? Precisamos de uma proposta que tenha continuidade - afirmou o artista plástico Xico Chaves, assessor da presidência da Funarte. - Onde estão as propostas dos críticos e artistas? Onde está essa documentação toda?
Segundo o ministro, os museus não podem ser dependentes de doações. O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), por exemplo, aceita 90% das doações, mas sua diretora, Mônica Xexéo, diz que não pode pedir recursos para adquirir obras sem que o prédio tenha condições de recebê-las (a instituição está em reforma desde 2006).
- O museu tem que pagar sempre ao artista, não pode ficar pedindo ou com expectativa de doação - disse o fotógrafo Wilton Montenegro, apoiado por outros artistas.
Juca Ferreira disse que pretende propor, junto com o fundo, uma “rede de reservas técnicas” de arte brasileira, que possa circular por instituições do país. A criação de uma coleção representativa da história da arte brasileira, itinerante, foi uma das principais reivindicações dos presentes ao encontro. O artista plástico Carlos Vergara sugeriu a criação de um espaço em Brasília - “um galpão, sem arquitetura do Niemeyer” - que possa emprestar peças de seu acervo e ser um parâmetro para curadores internacionais que desejem conhecer a arte brasileira. Mas o ministro disse que não pretende que essa coleção fique em Brasília, mas que esteja espalhada por diversos pontos do país.
“A Funarte tem que definir sua identidade”, diz ministro
Juca Ferreira ressaltou que o fundo público para os museus estaria vinculado à nova Lei Rouanet - atualmente em análise na Casa Civil -, desviando o foco atual de privilegiar eventos pontuais, subordinados aos diretores de marketing das empresas patrocinadoras. Mas ainda não há qualquer previsão de montante e formato do fundo, nem o percentual destinado a cada setor dos museus.
- O governo federal ainda não é capaz de financiar a parte estruturante dos museus, ficamos só no eventual. Com a atual Lei Rouanet, a renúncia fiscal é responsável por 80% do dinheiro do ministério. Estamos mudando todo o sistema de financiamento de cultura, para não dependermos do marketing das empresas - disse o ministro, acrescentando que a legislação sobre direitos autorais e de taxas e impostos de obras de arte dificilmente será aprovada no governo Lula.
O ministro afirmou ainda que o papel da Fundação Nacional de Artes (Funarte) precisa ser repensado.
- Em certo momento, achava-se que o Estado não era necessário para estimular as artes, que o mercado faria isso. A recomposição desse papel tem que ser feita com muita delicadeza - disse ele, acrescentando que esse processo está sendo mais difícil na área de artes visuais. - Faltou uma repercussão do nosso trabalho dentro da Funarte, uma concentração na formulação de políticas públicas nas artes visuais. A Funarte tem que definir sua identidade.
Diante das reclamações sobre a falta de recursos, constantes durante todo o encontro, Juca Ferreira afirmou que a formulação de políticas públicas convida os investimentos, mas reconheceu:
- As políticas culturais brasileiras não dão para o gasto para que os museus cumpram seu papel social.
Fonte: Canal Contemporâneo
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Segunda-feira, Outubro 26, 2009

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Segunda-feira, Outubro 05, 2009
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Sexta-feira, Setembro 25, 2009
Inscrições abertas para o Prêmio de Arte e Tecnologia VIDA
O VIDA é um dos maiores prêmios de arte e tecnologia mundial. Realizado pela Fundação Telefônica, da Espanha, o evento premia artistas da Espanha, Portugal e América Latina, incluindo o Brasil. Em sua 12ª edição, o VIDA premiará obras artísticas desenvolvidas com tecnologias de vida artificial e suas disciplinas associadas: a robótica, a inteligência artificial, etc. As obras de arte devem ter comportamentos emergentes, que evoluam com o tempo, que reajam ao seu ambiente e que tenham vida própria. A premiação também busca projetos que relacionem o tecnológico com o biológico, e que investiguem as características sintéticas da vida contemporânea. Serão destinados 40.000 euros para três projetos selecionados pelo júri. As obras premiadas serão exibidas na Galeria Virtual da Fundação Telefônica, bem como em exposições relacionadas com a arte e as novas tecnologias. Fernando Velázquez, vencedor da 8ª edição do Prêmio Sergio Motta, foi um dos vencedores da edição passada do VIDA. O concurso está aberto para participantes de toda Ibero-américa , Espanha e Portugal. As inscrições vão até o dia 1º de outubro.
Fonte: Blog do Instituto Sérgio Motta
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Domingo, Junho 21, 2009
Museus do mundo todo vão se reunir no Rio
Cidade vai receber, em junho de 2013, mais de quatro mil profissionais ligados à área
O Rio vai sediar, em 2013, a 23ª Conferência Geral do Conselho Internacional de Museus (Icom). A cidade disputava com Milão e Moscou a tarefa de receber, durante oito dias, mais de quatro mil profissionais ligados a museus de 170 países diferentes. A decisão foi divulgada ontem, em reunião do Icom, em Paris.
A conferência se realiza de três em três anos. A última vez que uma cidade latino-americana sediou o evento foi em 1976, quando a reunião aconteceu em Buenos Aires. Cidade teve mais de 50% dos votos no Icom.
A próxima Conferência será realizada no ano que vem em Xangai. Para a de 2013, o Rio ganhou com 53,2% dos votos dos eleitores do Icom, contra 32,1% para Milão e 14,7% para Moscou.
Na proposta carioca, o tema para discussão na Conferência de 2013 será “Museus (memória + criatividade = transformação social)”. Ainda de acordo com a proposta brasileira, a Conferência será também “uma oportunidade importante para realizar uma Reunião Nacional de Estudantes de Museologia e, possivelmente, com os intercâmbios e asssociações que já estão sendo feitos, realizar a Primeira Reunião Internacional de Estudantes de Museologia.”
- A vitória do Rio mostra a força dos museus brasileiros - comemorou o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, que acompanhou em Paris a votação.
A ideia é transformar o Posto Seis, em Copacabana - “Esta parte da cidade reúne restaurantes, teatros, cinemas, lojas e serviços, numa área residencial cercada por praias conhecidas internacionalmente”, de acordo com o projeto -, no epicentro da Conferência. A sede seria o Forte de Copacabana, e a secretaria ficaria concentrada no hotel Sofitel. O encontro está previsto para acontecer entre o dia 1º e o dia 8 de junho (um período “em que o clima do Rio é agradável e não é necessário ar-condicionado” para a estrutura temporária que será instalada no forte.) Nos planos, a festa de encerramento acontecerá no Morro da Urca. Algumas reuniões dos comitês internacionais do Icom acontecerão em uma dezena de museus cariocas, entre eles o Museu da Imagem e do Som, o Museu da República e o Museu Nacional de Belas Artes.
Resenha de Ananda Carvalho para o site Canal Contemporâneo, baseada em matéria de Artur Xexéo originalmente publicada no Segundo Caderno do jornal O Globo, em 11 de junho de 2009.
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Sábado, Junho 13, 2009
Mesa-redonda lança em Vila Velha,
Espírito Santo, Edital Arte e Patrimônio 2009
Verba com total de R$ 1 milhão contemplará dez projetos que criem diálogo entre as artes visuais contemporâneas e o patrimônio
artístico e histórico nacional
Lançamento: 18 de junho de 2009, às 19h
Museu Vale, Vila Velha, Espírito Santo
Entrada franca
Uma mesa-redonda com a presença da artista Ana Maria Tavares, Carol Abreu, do IPHAN, e Afonso Luz, do Ministério da Cultura, marcará o lançamento do Edital Arte e Patrimônio 2009 em Vila Velha, Espírito Santo. O Edital integra o Programa Brasil Arte Contemporânea do Ministério da Cultura, e disponibilizará recursos de R$ 1 milhão, para um total de dez projetos que estabeleçam diálogo entre as artes visuais contemporâneas e o patrimônio artístico e histórico nacional. Cada projeto receberá até R$ 100 mil. O patrocínio é da Petrobras.
O evento de lançamento em Vila Velha será realizado no Museu Vale, no dia 18 de junho de 2009, às 19h, com entrada franca.
As inscrições para o Edital Arte e Patrimônio 2009 ficarão abertas até 10 de julho de 2009, na página: www.artepatrimonio.org.br. Mais informações poderão ser obtidas pelo telefone 21 2524-1662, das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira, ou pelo e-mail info@artepatrimonio.org.br.
Serão aceitas inscrições de propostas vindas de artistas, pensadores e outros profissionais brasileiros ou estrangeiros, amparados por pessoas jurídicas de natureza cultural sediadas no Brasil (autônomas ou vinculadas a instituições culturais tais como museus, centros culturais, institutos, associações de amigos, organizações não governamentais, universidades, prefeituras, galerias e espaços independentes). Os projetos deverão ser realizados obrigatoriamente entre os meses de setembro de 2009 e fevereiro de 2010.
Uma comissão de especialistas nos dois campos – arte e patrimônio – irá avaliar as propostas, e o resultado será divulgado durante o mês de agosto, no site do Ministério da Cultura e no site do Edital [http://www.artepatrimonio.org.br]. Os nomes dos integrantes da comissão julgadora serão divulgados depois do término da seleção, juntamente com o comunicado aos projetos selecionados.
O Edital, que está em sua segunda edição, tem o objetivo de relacionar e valorizar dois universos de referências culturais: de um lado, trabalhos artísticos e processos estéticos atuais e, de outro, os acervos, as tradições, as culturas e os sítios que estabelecem a memória do País.
Um dos resultados esperados dessa iniciativa é o de ampliar o acesso da população brasileira aos bens culturais marcados pela nossa história, como também às produções e manifestações artísticas contemporâneas.
O presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida, afirma que “uma política de patrimônio, sem uma vertente que apóie o experimentalismo e a inovação, é limitada, e esse Edital é a primeira iniciativa nesse sentido”.
Para a gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, “o objetivo do Edital Arte e Patrimônio, de realizar intervenções artísticas contemporâneas em patrimônios históricos brasileiros, ratifica as prioridades da política cultural da empresa, que são a valorização e a vitalização da memória brasileira, o incentivo à produção, à circulação de bens culturais, e a formação de platéia”. Ela observou que essas ações diferenciadas “trarão um público maior, que terá um novo olhar tanto para os acervos históricos quanto para a produção de arte contemporânea”.
Serviço: Lançamento do Edital Arte e Patrimônio 2009 - Vila Velha
Museu Vale
Endereço: Antiga Estação Pedro Nolasco, s/n
Argolas - Vila Velha - ES
29114-920
Telefone: 27.3333.2484
www.museuvale.com
Entrada franca
Mais informações:
CW&A Comunicação
Claudia Noronha / Beatriz Caillaux / Marcos Noronha
21 2286.7926 e 3285.8687
claudia@cwea.com.br / beatriz@cwea.com.br / marcos@cwea.com.br
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